Tão feio falar de inveja! E remendar dizendo que é
branca, fica o ‘’quadro da dor’’. Desculpa se ofendi alguém,
mas é assim que penso.
Prefiro dizer que fico querendo ser igual às pessoas
que conheço e têm a capacidade ou qualidade de derramar
lagrimas de dor, alegria ou tristeza sem nenhuma atuação.
Queria tanto poder fazer igual.
Há quarenta anos chorei muito, tanto, tanto, que nunca
mais chorei.
Mas a vontade eu sinto.
Só que elas não saem. Onde estarão?
Pois eu ainda quero sentir seu gosto salgado
ao escorrer entre os lábios, deixando uma doçura mais
leve no coração.
Tânia Kvalknt
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