segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O QUANTO SUPORTA

     Vejo-me sentada, pensando.
No que penso? Em meu coração, que já desempenhou com bravura
sua função, em horas que sequer percebi seu batimento.
               Quanto será que ele suporta assim atencioso?
Movo-me na cadeira, me acomodo e retomo o pensamento.
Não tenho sido caridosa com ele. Isso me causa um desconforto.
Percebo como vem sendo ignorado.
Em vão tento achar desculpas; Não às tenho.
Sempre olhando ao redor, esqueci-me do espelho.
Hoje, quando soube o que me espera, foi que pensei
nele pela primeira vez.
               Por certo sabe que lhe quero bem, e assim não se
agita.
               Vejo meu corpo, está suando e sentindo náuseas.
- Ele não pode me aprontar assim de repente.
É o ultimo pensamento que tenho antes da inconsciência.

               Fico observando quando escorrego da cadeira para 
ficar quase como que adormecida, acomodada,
no tapete que bordei.
                                         Tânia Kvalknt

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