Mal tinha entrado na primeira série, seis anos de idade, mas já
batia ponto no extinto Hospital Maternidade São Manoel, na
Independência. Ainda me lembro das freiras de branco e o cheiro
de flores com desinfetante.
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Irmão recém-nascido.
Acho que eu atrapalhava, porque só lembro de acompanhar
meu pai nas peregrinações hospitalares.
Mas tinha que aguardar dentro do carro com tudo fechado.
Conceição, Petrópolis tudo bem, podia demorar.
Mas no São Pedro eu penava.
Enchia de “pancadinha” ao redor do carro, batendo no vidro,
fazendo caretas.
Não gostava, mas medo nunca tive.
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Vivia caindo quando corria.
Pernas cambotas, devidamente corrigidas depois.
Numa dessas entro com a testa direto numa quina de lajotas que
enfeitavam a frente da casa.
Meu pai me leva aos trancos até o banheiro, tira um pedaço da cerâmica
do Terceiro Olho que acabei de abrir, lava com Mertiolate e avisa:
- Se gritar não serve p’rá médica e nunca mais me estraga a fachada.
Não abri a boca. Nunca mais fiz estrago na fachada (da casa ao menos).
Tânia Kvalknt
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