Ela e o marido procuraram o que havia de melhor na área médica, em relação
ao assunto, mas estranhamente nenhum deles apresentara qualquer tipo de problema
que impedisse a concepção ou a gestação.
Foram aconselhados a aguardar, mas esta palavra não fazia parte do repertório do casal.
Partiram para uma Inseminação Artificial, que fora bem sucedida, ou ao menos parecia.
Fez outro exame complicado, do liquido da placenta e estava tudo bem.
Tal feito a recolocava em sua devida posição social.
Sim, porque um descendente era fundamental para manutenção do status.
Eles faziam parte do grupo WASP da América.
Ela era bonita, realizada profissionalmente, rica, bem casada e feliz.
Passados os primeiros três meses, tudo parecia normal. Foi só no início do mês seguinte que
Helen percebeu uma espécie de crosta dura crescendo em suas costas. Aquela coisa
aumentava de maneira assustadora de um dia para o outro.
E nada de aparecer a barriga!
Quando chegou ao obstetra, com a esperança de que fosse alguma reação adversa,
teve a certeza de que algo muito ruim estava acontecendo com ela.
Seu mundo agora mais parecia um conto de Kafka.
O médico não perdeu tempo e solicitou com urgência uma Ecografia Obstétrica.
Na clinica de radiologia tudo se complicou. Tentaram fazer o exame via abdominal
e nada; Já por sugestão do solicitante tentaram uma abordagem estapafúrdia,
pelas costas, onde uma imensa carapaça se destacava. Por incrível que pareça lá estava
o feto, perfeito. Só com um detalhe, o útero estava ligado aquele apêndice grotesco.
Aliás, não podiam visualizar com certeza, o que estava ligado a que.
No laudo apenas constava:
Feto ativo;
Posição atípica.
Bcf presentes.
Liquido amniótico em quantidade esperada.
Ao retornar ao médico, Helen estava atordoada, mas conseguiu ouvi-lo vagamente
mencionar as palavras: inviável, possível retirada da massa (??) e esterilidade.
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Foi justamente nessa hora que meu amigo foi chamado para fazer um parto e fiquei
sem saber o final da história.
Plantões...
Se ouve cada coisa!
Tânia Kvalknt
Exercício da Oficina de Textos Criativos/ Casa de Idéias
(Terror – Banalização do Fantástico)

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