A bela...
Hipócrita do seu
pseudo saber,
sentada em toda
sua opulência
baixa os olhos
fingindo ler,
sentindo-se
A Bela,
ante o ancião que
de pé oscila e
vacila ostensivamente
do alto dos dias vividos,
das emoções sentidas,
das perdas sofridas,
amparado no corrimão.
Ninguém reconhece
a fera. O tempo
trabalhou em silêncio.
Como amigo.
Não se deixe enganar
tão facilmente.
Uma fera sempre será fera,
mesmo que pareça ferida.
Pobre da bela.
Tânia Kvalknt

Hipócrita do seu
pseudo saber,
sentada em toda
sua opulência
baixa os olhos
fingindo ler,
sentindo-se
A Bela,
ante o ancião que
de pé oscila e
vacila ostensivamente
do alto dos dias vividos,
das emoções sentidas,
das perdas sofridas,
amparado no corrimão.
Ninguém reconhece
a fera. O tempo
trabalhou em silêncio.
Como amigo.
Não se deixe enganar
tão facilmente.
Uma fera sempre será fera,
mesmo que pareça ferida.
Pobre da bela.
Tânia Kvalknt

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