Assunto mais espinhoso que esse eu duvido.
Tem quem traiu e se arrependeu; Tem quem não traiu e se arrependeu;
Tem quem traiu e não se arrependeu e tem quem trai sempre,
porque é compulsivo mesmo.
Mas para entrar na questão, há que definir primeiro o que
é traição.
Traição é a incapacidade de ser fiel a uma única pessoa ou a seus
valores ou a qualquer outra coisa. Tem como sinônimos: infidelidade,
dualidade, dolo, falsidade, fraude, perfídia, embuste, deserção,
insídia, etc.
Bom, entendido não?
No nosso caso cabem os passionais.
A infidelidade física, por si, acredito ser a mais fácil
de ser perdoada, desde que não haja continuidade da ação.
Quando isso ocorre vem a falsidade, o embuste, a fraude.
Quem não assistiu “As Pontes de Madison”?
Houve infidelidade, mas sem fraude ou falsidade.
Ser infiel é uma coisa, mas ser infiel e fiel na infidelidade
é mortal. Aí vem o dolo!
Esse é o pior, porque transforma em embuste a parceria
inicial.
A traição costuma ser a maldição do traidor.
É o dito do povo.
Não sou tão rigorosa assim.
Eu por mim prefiro não trair nem amaldiçoar ninguém.
Mas minha condição é humana, não angelical, e não serei eu
a jogar a primeira pedra!
Tânia Kvalknt
Nenhum comentário:
Postar um comentário