Qualquer dia assumo a esquisitice de vez.
Vendo computador e televisão,
E me posto na janela em observação
Com meu radinho à mão.
Dirão ser loucura,
Pois que digam então.
Julgo justamente um meio
De dar à loucura um freio.
E têm os cinemas também.
Não curto a escravidão
De assistir os mesmos filmes,
Pagando fortunas para ter um
Plágio de rede privada.
Cansei dessa dependência
No mundo globalizado.
Invensão do Diabo, diria minha avó!
Já não aguento o som do celular
Que me persegue furtivamente.
Vou de livre e espontânea vontade
De mala e pente para outra era,
A do rádio e janela.
Tânia Kvalknt
Gravura: Vasil Qesari
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