terça-feira, 13 de maio de 2014

ERA DO RÁDIO E JANELA


Qualquer dia assumo a esquisitice de vez.
Vendo computador e televisão,
E me posto na janela em observação
Com meu radinho à mão.

Dirão ser loucura,
Pois que digam então.
Julgo justamente um meio
De dar à loucura um freio.

E têm os cinemas também.
Não curto a escravidão
De assistir os mesmos filmes,
Pagando fortunas para ter um
Plágio de rede privada.

Cansei dessa dependência
No mundo globalizado.
Invensão do Diabo, diria minha avó!

Já não aguento o som do celular
Que me persegue furtivamente.
Vou de livre e espontânea vontade
De mala e pente para outra era,
A do rádio e janela.

Tânia Kvalknt
Gravura: Vasil Qesari

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