domingo, 13 de abril de 2014

AGORA

Esse amor que 
Hoje vejo ser
Assim denominado
Faz-me questionar
A emoção e a
Comoção do ser 
De agora.

O amor, sinto dizer
É algo espelhado.
Narcisos imperam
Nesse reinado.
Talvez, bem grifado
Algúns mortais
Alcancem a glória
De serem notados.

A dor ...
Física é coibida.
A espiritual proibida
Quase sacrílega.
Um tipo de boleta
Há de servir e
Se nada advir alguns
Voltz, com anestesia
Só poderão contribuir.

Quanto à comoção
É espantoso,
Penso eu, algo
Nunca visto.
Ocorre um terremoto
No Casaquistão e
Prontamente o Brasil
Põe-se em ação.
Constrói Portos,
Hospitais e aeroportos.
Pena não termos terremotos...

Não sei se
Isso é bom ou não.
Mas afirmo com convicção
Que não tenho nada em
Comum com esse agora.
E se preciso for,
Afastar-me-ei até
O lugar mais remoto
Mas conservarei
Meus amores, afetos
Dores e comoções
Como sendo minhas emoções!

                   Poesia: Tânia Kvalknt
                   Ilustação: Ckoi Tan






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