Por fim terminamos.
Nem sei se o termo cabe,
Pois sequer lembro de
Um indício de início.
Não...não é isso.
Se paro e penso
Já me complico.
Nada conosco foi
Formal ou normal.
O inesperado se
Tornou nosso usual.
Fugas loucas,
Refúgios secretos,
A qualquer momento
Numa adrenalina pura,
Que não era só aventura.
Algo como ventura,
Misto de paixão,
Tesão e doçura.
Mas já me toldava
A razão nesse frenético
Dia e noite, noite e dia
Dia após dia.
Não há como sobreviver
A essa suprema exaltação primitiva.
Apenas uma questão me assusta,
Como viver na santa paz cotidiana?
Eu pedi que me deixasse e
Agora me abalo.
Algo que em breve saberei.
Poesia:Tânia Kvalknt
Ilustração:IMAGE
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