terça-feira, 18 de março de 2014

O ADEUS

Estranho iniciar um canto
Que termine num adeus.

Sem ser triste feito drama
Ou dolororoso como trauma.
Tampouco pode ser irado
Feito um neonato.

Bem pode ser dessa maneira,
Tomando o caminho inverso.
Por que choramos ao nascer?
Sabedoria? Que ironia.
Bendito esquecimento,
Nos poupa tanto sofrimento.

Mas eu digo que a vida é boa
Para quem não vive à toa
E sabe fazer do tempo
Um grande aliado.
Certo ou errado?
Tem é que tentar,
É cair e levantar.

Nessa jornada,
Bobeira é ficar parado
Feito poste ou para raio,
E depois reclamar
Que é azarado.
Coisa que aprendi.

Então o meu adeus
É sem lágrima, sem vela
Musica boa e nada de coroa.
Mas aceito flores soltas
Muito branco e colorido.
Podem ter certeza de
Que não sairei chorando,
Talvez até sorrindo.

Poesia: Tânia Kvalknt
Ilustração: Ckoi Tan

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