Que termine num adeus.
Sem ser triste feito drama
Ou dolororoso como trauma.
Tampouco pode ser irado
Feito um neonato.
Bem pode ser dessa maneira,
Tomando o caminho inverso.
Por que choramos ao nascer?
Sabedoria? Que ironia.
Bendito esquecimento,
Nos poupa tanto sofrimento.
Mas eu digo que a vida é boa
Para quem não vive à toa
E sabe fazer do tempo
Um grande aliado.
Certo ou errado?
Tem é que tentar,
É cair e levantar.
Nessa jornada,
Bobeira é ficar parado
Feito poste ou para raio,
E depois reclamar
Que é azarado.
Coisa que aprendi.
Então o meu adeus
É sem lágrima, sem vela
Musica boa e nada de coroa.
Mas aceito flores soltas
Muito branco e colorido.
Podem ter certeza de
Que não sairei chorando,
Talvez até sorrindo.
Poesia: Tânia Kvalknt
Ilustração: Ckoi Tan
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