segunda-feira, 3 de março de 2014

MENINA VELHA

Sempre fui forte,
A menos emotiva.
Firme no tranco,
Parecendo ser criança
Mas com alma envelhecida.

Não que fosse triste
Nem rabugenta,
Sempre fui calma.
Com humor diferenciado,
Deixava muito adulto
Com sorriso congelado.

Até há pouco era assim.
Agora ando me estranhando,
Pois me pego quase chorando.
E aquele jeito de falar afiado
Anda virando meio adocicado.

Não sei bem se estou gostando.
Mas afinal ninguém passa
Por toda uma vida sendo igual.
Só não quero quando velha
Ser lembrada como normal.

                                 Poesia: Tânia Kvalknt
                                 Ilustração: Ckoi Tan





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