Pregava a humanidade
Imprudente e dependente,
Que Deus nunca dormia.
Grave engano.
Há muito deprimido
Mantinha-Se imóvel.
Olhos vidrados no infinito
Sonhava em dar a Sua criação
Uma lição irreversível.
Eis que um dia,
Em fúria maníaca
Ergueu-Se então.
Fazendo-Se ouvir
Por todos os povos,
Anunciou sarcástico.
À humanidade caberá
A obrigação de multiplicar-se
Ficando extinto o prazer do ato.
Assim iniciou o Juízo Final.
Poesia: Tânia Kvalknt
Imagem: Apocalypse Now

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