quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

SE SOUBESSES

Se acaso sonhasses
Há quanto e o tanto
Que te gosto,
Diferente me olharias.

Se a teu corpo fosse dado
Por pouco tempo
Sentir o que sente o meu,
Calado e ardentemente,
Estremecerias.

Se notasses que
É no compasso,
Do teu respirar
Que eu vivo e respiro,
Muito do que te parece
Loucura, entenderias.

Enfim compreenderias,
Que é nesse misto de
Doença e amor surreal,
Que sobrevivo cada dia,
Junto de ti, apesar de ti!
                      
                  Poesia: TâniaKvalknt
                 Imagem: Óleo/Francisco de Goya



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