terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PERDIDA

Ando meio sonâmbula.
Como que num espaço
Deslocado no tempo,
Vivenciando e revivendo
Sempre o mesmo momento.

Nele não há paz
Nem movimento.
Só o tormento
Do falso sentimento,
De insanidade em suspenso.

Procuro um Norte
Ou qualquer suporte
Que a saída anote,
Mas só há paredes
E portas que se ligam,
Num labirinto
Que aponta a morte.

Então acordo,
Sempre me indagando:
Quando é que
Estou sonhando?
                      Tânia Kvalknt

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