quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

TANTO APEGO

 Gosto da vida.
 Isso já escrevi
Aqui e acolá.

Mas não há mais
Porque fingir,
Que sentindo
Grande dor,
Da morte
Não fugiria
Nem teria pavor.

Não, não estou mal
Também desconheço
Quem esteja bem.
Essa é a real.

Comovo-me vendo pessoas
Numa batalha colossal,
Para permanecerem
Nesse último portal,
Criado só por nossa mente
Doentiamente infernal.

Rio vendo o homem
Preocupado com o Juízo Final.
Talvez aguarde algum aviso formal
Provindo da televisão,
Pois abandonou a razão
E há muito deixou de pensar.

Por isso não temo a morte
Mais do que os zumbis
Que me rodeiam.
Quem sabe não seja ela
Minha grande sorte?    
                      
                               Tânia Kvalknt   






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