sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SEMPRE ALI

Tenho a impressão que um dia chegará
E notarão um vão,
Como se tivessem cortado as árvores
Do terreno ao lado.

Temo que tal dia
Não esteja longe.
Só um palpite
Não tenho varinha de condão.

Se a tivesse
Regaria sempre as árvores.
Plantaria jasmins, azaleias,
Pitangueiras e Manjericão

Por que essas?
São todas parecidas comigo,
Delicadas, extravagantes,
Doces, azedinhas e perfumadas.

Assim se passarem
Por uma lacuna
Suave, colorida
Exalando odores agridoces
Saibam que continuo ali
Mesmo não estando aqui.
               
             Poesia:Tânia Kvalknt
             Ilustração: Seth Tuska



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