sábado, 21 de dezembro de 2013

UM FIM DE ANO DIFERENTE

  Já tivera muitos fins de ano diferentes, mas nenhum,
igual a este.
               Só lhe vinha à mente a musiquinha:
                   Era uma casa bem diferente
                   Não tinha teto
                   Não tinha gente...
              Difícil pensar no apartamento vazio, as louças guardadas,
os talheres oxidados, as plantas murchas.
              Sentia um nó na garganta só ao pensar.
Na lembrança ainda tinha uma sensação de aconchego, mesmo
que ilusória.
               Agora não havia nada.
Somente um apartamento vazio.
                                      Tânia Kvalknt

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