Acho que até esse momento, quando me propus a escrever
sobre o assunto, nunca prestara a devida atenção à palavra.
Fui ao dicionário e lá estava:
Risco – algo cujo resultado é incerto.
Meu queixo caiu.
Pura ignorância minha, confundir arriscar com apostar.
Na minha cabeça estava certa de que eram quase sinônimos,
e o “quase” acabou ficando de lado.
Eu, que estava para iniciar o texto dizendo que não sou de correr
riscos mudei radicalmente de posição.
Todo tempo de nossa vida estamos correndo riscos, uns
calculados outros não, mas não há como fugir deles.
Pensem bem.
Basta respirar e tudo pode acontecer.
Um aperto de mão, um abraço então...
Eu que o diga.
Foi num desses que topei com um vírus tipo radical.
Caramba, ele não precisava ter feito tanto estrago.
Virei Compêndio, sem nenhum orgulho da posição.
Trago as sequelas até hoje, mas sobrevivi.
Fazer o que? Tudo consequência de uma opção.
Quem faz Medicina sabe os riscos que corre.
Trocaria?
Nem pensar.
Risco há em qualquer lugar.
Um dia desses um conhecido postou essa:
-Estava no Parcão e encontrei uma amiga que não via há quatro
anos.
Fui na direção dela, sorridente, e antes que eu dissesse
qualquer coisa ela me saiu com essa:
- Está rindo do que?
Disse ele que lascou rapidinho.
Mas quem mandou reconhecer a figura? Podia ter passado
reto e se poupado.
É a vida.
Têm coisas que a gente nasce para viver, outras são opções
calculadas.
Isso eu penso agora, depois de consultar o “amansa-burro”.
Antes pensava diferente.
Cada momento que vivemos tem seu “perigo” inerente.
Então:
Viva o risco de cada dia!
Tânia Kvalknt

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