sexta-feira, 31 de maio de 2013

MANIFESTO NATURAL


 As folhas caiam mas
não chegavam ao chão,
Tolhidas antes num redemoinho
Rodopiavam em ritmo alucinante,
Criando círculos tais casulos
Em volta de cada gente, bem rente,
Impedindo a circulação.

E o som das folhas ao vento era
Tão forte que mesmo gritando,
Os homens não eram ouvidos.
Um manifesto da terra e do ar
precedendo o do fogo e do mar.
Então o céu azulou
E o sol se fez um clarão.
 
                   Poesia: Tânia Kvalknt
                   Ilustração: Seth Tuska

Nenhum comentário:

Postar um comentário